O que mudou para empresas que anunciam no Facebook e no Instagram?

Quem trabalha com o Facebook como ferramenta de comunicação sabe que mudanças na plataforma são constantes, principalmente no algoritmo (programação que determina o ranqueamento das páginas, conteúdos, palavras-chaves, etc...), mas na última semana as mudanças noticiadas vieram em muitas frentes. Mas o que muda na prática para quem anuncia nas redes?

 

A principal mudança deve ser no planejamento do conteúdo e no formato de veiculação. Não é novidade que o alcance segmentado das principais ferramentas do grupo (Face e Insta) exige cada vez mais esforços para ser atingido a bons níveis de resultados, mas com a mudança de valorização de grupos no Facebook e com a perda de visualizações de curtidas no Instagram estratégias de marcas que utilizam influencers certamente deverão ser revistas, por exemplo. 

 

No Facebook o usuário poderá visualizar mais conteúdo dos grupos no seu feed de notícias, podendo também compartilhar pelo próprio feed novos conteúdos. Esta certamente trará uma mudança importante no uso da ferramenta, já que as discussões tendem a ser mais restritas, e provavelmente mais ricas em nível de conteúdo também. "O futuro é privado", disse o presidente-executivo do Facebook Mark Zuckerberg, ressaltando a mudança de valorização dos grupos como a criação de "salas de estar", onde o comportamento esperado é de maior troca entre as pessoas. 

 

O Marketplace segue o tom dos grupos. Fotos e textos de descrição estão menores e há mais sobra de espaço entre cada anúncio. O visual acompanha a mudança da plataforma de azul para branco e os menus também serão reorganizados, assim como nas demais seções da plataforma. Na prática,  espera-se que a usabilidade da ferramenta deve apresentar melhorias a nível de resultados. 

 

Merece destaque ainda a valorização dos conteúdos em vídeo, seção que também ganhou novo visual, com formato e recursos de luminosidade semelhantes a tv. Este recurso e  o Facebook Dating, uma espécie de "Tinder do Facebook", parecem ser grandes apostas para manter usuários mais conectados a plataforma (grande oportunidade para empresas que trabalham nichos de relacionamento hein?). 

 

Outras mudanças como suspensão temporária da conta do Insta pelo usuário (recurso já existente no Face), recursos para grupos de jogos acompanharem eventos ao vivo e comentar em tempo real (como acontece no YouTube) e a integração entre Instagram, WhatsApp e Messenger provavelmente resultarão em novos tipos de comportamento e uso com relação as redes. É aguardar pra ver.

 

Fato: apesar de muito criticado, o Facebook ainda possui mais de 129 milhões de contas ativas no Brasil, segundo dados de janeiro deste ano publicados pela Resultados Digitais, um dos maiores players brasileiros no segmento de marketing digital. Somos o terceiro principal usuário da rede social, atrás somente da Índia e dos Estados Unidos. E mesmo com alcance cada vez mais difícil e oneroso, investir nas mídias digitais ainda traz um resultado financeiro bastante interessante na relação retorno sobre investimento. Vale lembrar que em comunicação o importante é combinar estratégias. ;)

 

 

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